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riscos_e_rabiscos

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Oh Dia Difícil!

Acordei com a sensação de não ter descansado nada: sonolenta, mole e com vontade de dormir mais 8 horas (pelo menos!). Ainda por cima a cama estava tão quentinha... e lá fora estava tanto frio... Mas o convento é mais forte do que eu e, contra-vontade, lá me arranjei, fiz o almoço e zarpei!

 

É nos momentos de pausa nos autocarros que aproveito para ir vendo a paisagem, reflectindo na vida e observando os outros.

Cheguei à conclusão de que o meu cérebro estava feito em picadinho por causa da malvada da torneira avariada do WC do vizinho do prédio ao lado. Ah mas o pior é que não pingava, corria mesmo! Grrrr!

É claro que tanta água só poderia originar um belo pesadelo e uma ida nocturna ao wc...

 

Hoje saiu-me a sorte grande: apanhei 2 cromos do bus!!! O primeiro foi um fulano com cerca de 30 anos com uma pista de aterragem considerável. Tinha resmas de tiques e era quase inevitável não olhar para ele, ainda mais porque ia sentado de frente para mim. Primeiro, foi uma respiração ofegante como se tivesse corrido a maratona. Seguiu-se um esticar de pescoço e abanar de cabeça que me fez lembrar aqueles cães de cabeça oscilante que se "usavam" nas chapeleiras dos carros antigamente.

 

Depois começou a fazer barulhos vocais: no início foi um imitar de "metralhadora" e depois um "linguajar" pra mim desconhecido.

Confesso que fiquei a pensar que o fulano podia ser um potencial psico-qualquer coisa. e quando ele sacou da sua malinha uma revista sobre material de guerra... O que vale é que cheguei, nesse instante, à minha paragem e me pisguei.

 

à vinda para casa, foi a vez das "bombinhas de mau cheiro". Só vos digo que o pessoal TODO do bus ia desmaiando. Quando entrou um fulano que insistia na abertura de uma janela, trouxe consigo aquele cheiro tão peculiar.

Se por um lado o cheiro é agoniante, por outro solta as gargalhas prisioneiras em nós. Obviamente, perante o pedido insistente do tal fulano para se abrir uma janela, associou-se imediatamente que este teria sido o autor de semelhante proeza.

Ao mesmo tempo que foi de arrasar - eu tapei o meu nariz com o cachecol -, foi hilariante. Pelo menos não morreu ninguém e o pessoal ficou todo bem disposto ao fim de um dia de trabalho!